Quem sou eu

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Assim sou eu

Meu mundo nunca cai
Meus sonhos sempre mudam
Minhas idéias se confundem
Minhas conquistas parecem nada
e representan muito
Meus sentimentos ora são vazios
ora são intensos
Minha vida quando não um marasmo
é um mar de surpresas e realizações
Nada vem sozinho
Tudo vem em bando
e eu me perco,
não sei mais qual é o plano
Alto, planalto
longo e sombrio
Frio
Me perco nas minhas próprias palavras
Volto e me encontro na tela do artista
Me apresento a mim mesma
Me surpreendo com meu olhar
Então me sinto grande
Mas tenho medo de ir em frente,
não sei no que vai dar
O desconhecido é sempre temido
Mas eu continuo, sempre em frente
Ainda há muito a se conquistar

sábado, 21 de novembro de 2009

Cansei

Cansei das pessoas
da hipocrisia
das lamentações
Cansei das escolhas
Cansei das dúvidas
das obrigações
Cansei das mentiras
das falsas amizades
das enrolações
Cansei do mundo
Cansei de tudo
das desilusões

Espero

Tenho o que não quero
Quero o que não tenho
Fico
Procuro
Vivo
Iludo
Construo
Me perco
Volto
Continuo
Espero

Sem saber

Sem saber porque
Sem saber o que
Sem saber nada
Sem lembrar
Sem esquecer
Sem saber
Sem tentar
Só querer
Cada vez mais
Sempre
Sem explicação

Oculto

Solto
Vago
Lago
Profundo
no fundo
Longe
Distante
A diante
Instante
Oculto

sábado, 3 de outubro de 2009

Umbigo

Não adianta
A sua lágrima será sempre a mais amarga
O seu cansaço será sempre o mais sofrido
O seu umbigo será sempre o mais lindinho
Que morra
E os vermes que degradarão a sua carne
serão os mesmos que degradarão a minha
E a madeira que abrigará seu corpo
será a mesma que abrigará o meu
Mas as lágrimas nas faces daqueles que me amam
não serão as mesmas dos que te amam
Classe extinta
Porque você não se permite amar
Não se permite sentir
Não se permite existir
Existência nula
Presença dispensável

domingo, 2 de agosto de 2009

Busca

Talvez seja insegurança
Talvez seja desejo
Talvez seja medo
Talvez seja pressa
Talvez seja ele
Tavelz seja eu
Talvez não seja nada
Seja coisa da minha cabeça
Da nossa cabeça
Do mundo perdido
Criado
Inventado
Florido
Nada dá errado
Mas nem tudo faz sentido

Medo do desconhecido

A respiração parou
O coração também
Foram instantes
que pareciam anos
Dúvidas que nunca haviam existido
Pensamentos que nunca
haviam sido pensados
Sentimento que nunca
haviam sido sentidos
Desejos misturados com relidade
Vontades misturadas com o medo
Era uma crise
Era um desejo
Era uma descoberta
Que gerava medo
Medo do desconhecido

sábado, 18 de julho de 2009

Satisfação

Último capítulo de um bom livro
Boas músicas em volume elevado
Bons papos ao telefone
Momentos de ócio
Chocolate quente
Caixa de lenços
Lembranças e antecipações
Pensamentos sem sentidos
Um belo filme de romance
Não roer unhas
Estar só
Estar perto
Momento certo
Querer e poder
Saber o porque

Ninguém mais

Ninguém mais se esquece
Ninguém mais lê
Ninguém mais escreve
Ninguém mais vê
Ninguém mais comenta
Ninguém mais conversa
Ninguém mais se lembra
Ninguém mais confessa
Ninguém mais sabe
Ninguém mais lamenta
Ninguém mais quer saber
Ninguém mais quer acordar

sábado, 16 de maio de 2009

Pé no chão

Pare
Pare e ponha o pé no chão
Esqueça
Esqueça e deixe de fantasiar
Esqueça os mocinhos
Se alie aos banbidos
Não queira entender
Simplesmente viva
Se permita ir embora
Talvez você faça falta
Talvez você descubra que é melhor assim

domingo, 5 de abril de 2009

Não quero saber

Ultima vez
Não
Nunca
Estou totalmente certa
Tudo faz sentido
Para mim, sim
Para você, talvez
Não importa
Fim e começo
Ponto de vista
Interesse
Necessidade
Não quero saber
Quero dormir
E só acordar no fim

Coisa sem sentido

Será que foi um sonho?
É como se não fosse você
Eu não era capaz de reconhecer
Era como uma projeção
Era como algo mau
Mau que poderia ser bom
Mau-mau
Bom-bom
duas coisas em uma só
Coisa sem sentido
Incapaz de ser compreendida
Não dita, pensada
Não dita, cospida
Não dita, idealizada
Não dita, querida
Não explicar, viver

sábado, 7 de março de 2009

Mundo paralelo

É como se eu vivesse num circo
Mundo de fantasias
De meias verdades
De risos constantes
De atores e atrizes
De momentos de felicidade
e ansiedade
De momentos obscuros
De histórias criadas
Inventadas
Mundo paralelo
É bom poder viver
Melhor ainda
é viver algo de verdade

Alinie

Meiga e turrona
Menina e mulher
Corajosa e tímida
Teimosa
Teimosa
e teimosa
Única
Amiga
Amada
Sempre

Laís

Amiga filha e mãe
Ser maravilhoso
Ser fundamental
Ser
Como viver sem?
Sem suas broncas e conselhos
Sem seu carinho e atenção
Sem sua alegria
Sem suas gafes
Sem suas falhas de memória
Sem
Sem possibilidades!

Frustrada

Enquanto todos estão felizes
Você está se remoendo em cóleras
Quando todos riem
Você acredita que riem de você
Quando não estão por perto
Você os caça
Quando estão belos
Você os inveja
Deplorável
Sente pena de sí mesma
Digna de dó
Frustrada

Descrição

Uma menina boba
Uma bela mulher
Uma pessoa doce
Um ser as vezes frio, as vezes cruel
Geralmente feliz
As vezes triste
Confusa
Determinada
Falante
Tímida
Corajosa
Temente
Uma incógnita
Japonês em braile

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Palavra chave

Ao final do ciclo
Espero ter cumprido minha missão
Se é que existe para mim
Ou para ti algo neste sentido
Para aqueles que talvez
sofram com a minha partida
Que me esqueçam,
assim não haverá motivo para sofrimento
E todos os seres
que se alimentarem da minha carne
Hão de descobrir
de desvendar o motivo de minha alegria
Não entenda alegria pela minha partida,
mas sim por ter concluído um ciclo
Quero conhecer os céus
pelos os meus próprios olhos
Quero UM DIA poder ser livre
Abraçando o único destino certo

Pense

Se não aguenta
Não tenta
Se não quer
Não inventa
Se tem medo
Enfrente
Mas se for fraco
Corra
Não viva em vão
Seja autêntico
Simplesmente seja
Antes de temer
Conheça
Antes de querer
Analise
Antes de fugir
Pense

sábado, 31 de janeiro de 2009

Palavras

Inspiração
Conflitos
Histórias
Começos
Fins
Fatores inesperados
Mentiras
Verdades
Surpresas
Saudades
Ansiedade
Insegurança
Impulso

Poeta e poesia

Poesia ao pé da letra?
Mentira
O poeta inventa
Cria
Diz coisas
dizendo coisas
Diz coisas
dizendo o contrário
Não é confiável
A poesia não traduz a realidade
Mescla verdades, incertezas
Palavras soltas
Rimas
Prazeres e dores
E o poeta ora finge
Ora retrata a realidade
Ora crê no próprio fingimento
Brinca com as palavras
Faz arte
Arte em forma de palavras
Palavras em forma de arte

Que seja

Não um príncipe encantado
Um homem real
Não que seja perfeito
Que seja autêntico
Que não diga coisas
acreditando ser o que se quer ouvir
Que diga o que quiser
Que simplesmente diga
Que seja interessante
Que não abra mão
de ser quel realmente é!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sentimento estranho

Não estou certa se quero rir ou chorar
Coisas boas acontecem
E me fazem lembrar de momentos distantes
Sinto saudades do que não posso mais viver
E falta do que talvez poderia ter vivido
Sentimento de impotência perante o tempo
O tempo não volta
A vida me faz confusa
Eu quero e não quero
Posso mas temo
Temo ousar e errar
Ter e perder
Dúvida constante
Sentimento que não se explica

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Viver

Saber ver beleza nas coisas simples
Transformar tristeza em alegria
Viver sem achar que a vida é cinza
Saber apreciar uma boa música
Saber rir de uma boa piada
E também de outra não tão boa assim
Poder dançar quando os pés doem
Saber sorrir quando se poderia estar chorando
Não mais que viver
Saber que uma hora os títulos se repetem
Mas que a poesia sempre se renova
Saber que no final
A vida é uma grande poesia

Você

Se ela tocar mil vezes
Mil vezes estarei pensando em você
Se eu disser mil palavras
Mil delas serão para você
Nunca mais
Jamais
Deixarei de pensar no quanto,
quanto tudo pode ser diferente
de como era antes
Haja o que houver
Aconteça o que acontecer
Sempre vou me lembrar
Daquele seu sorriso
Daquele seu perfume
Do seu carisma
E da sua voz
Que mais são criações da minha mente
Do que a própria realidade
E no final é mais eu do que você
Mas é você

Ciclo

O fim e o começo
caminham de mãos dadas
Não se sabe onde
se dá o começo
ou onde se encerra o fim
Talvez começo e fim não existam
Penso em recomeço
Recomeço das emoções
Das alegrias e tritezas
Das dúvidas e certezas
Do feio e do belo
Do desprezível e do desejavel
Talvez para rir seja preciso chorar
E o misto de desprazeres e alegrias
É o que nos faz viver