Não adianta
A sua lágrima será sempre a mais amarga
O seu cansaço será sempre o mais sofrido
O seu umbigo será sempre o mais lindinho
Que morra
E os vermes que degradarão a sua carne
serão os mesmos que degradarão a minha
E a madeira que abrigará seu corpo
será a mesma que abrigará o meu
Mas as lágrimas nas faces daqueles que me amam
não serão as mesmas dos que te amam
Classe extinta
Porque você não se permite amar
Não se permite sentir
Não se permite existir
Existência nula
Presença dispensável
Quem sou eu
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa
2 comentários:
Os bichos devorarão a todos por igual.
Marcel,
é isso, não é! No final seremos todos carnes podres com o mesmo destino. Porque será que muitos acham que são diferentes? Maiores? Melhores? Está aí uma coisa que eu não consigo entender!
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