Poesia ao pé da letra?
Mentira
O poeta inventa
Cria
Diz coisas
dizendo coisas
Diz coisas
dizendo o contrário
Não é confiável
A poesia não traduz a realidade
Mescla verdades, incertezas
Palavras soltas
Rimas
Prazeres e dores
E o poeta ora finge
Ora retrata a realidade
Ora crê no próprio fingimento
Brinca com as palavras
Faz arte
Arte em forma de palavras
Palavras em forma de arte
Quem sou eu
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa
5 comentários:
'A poesia não traduz a realidade...
E o poeta ora finge
Ora retrata a realidade'
me pareceu contraditório amiga...o que vc quis dizer com isso?!
Laís,
Que não necessariamente ele retrata seus próprios sentimentos, o que não o impede de retratar!
Em um momento ele pode escrever sobre felicidade por estar muito feliz. Mas ele pode também escrever sobre felicidade, enaltecendo a felicidade, estando extremamente triste...
Como diria Fernando Pessoa
"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração."
O poeta não traduz a realidade porque ainda que escreva sobre o que sente verdadeiramente, quando é passado para o papel o valor sentimental já é perdido e quando lido é perdido novamente, podendo inclusive ser interpretado de outro sentido. São diversas as leituras e nenhuma delas estará errada, logo não existe a tradução da realidade do poeta aidna que ele tente retratá-la
espero ter sido clara, mas é complexo!rs
Amo-te
=)
não é confuso não amiga, entendi sim!
o poeta ora finge, ora trata a realidade, mas, ainda que ele retrate o que sente verdadeiramente, isso se perde ao passar pro papel e com a leitura de cada um!
você é uma fofa!
Laís,
você é que é! E só por isso é que eu te amo!
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