Quem sou eu

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa

sábado, 31 de janeiro de 2009

Palavras

Inspiração
Conflitos
Histórias
Começos
Fins
Fatores inesperados
Mentiras
Verdades
Surpresas
Saudades
Ansiedade
Insegurança
Impulso

Poeta e poesia

Poesia ao pé da letra?
Mentira
O poeta inventa
Cria
Diz coisas
dizendo coisas
Diz coisas
dizendo o contrário
Não é confiável
A poesia não traduz a realidade
Mescla verdades, incertezas
Palavras soltas
Rimas
Prazeres e dores
E o poeta ora finge
Ora retrata a realidade
Ora crê no próprio fingimento
Brinca com as palavras
Faz arte
Arte em forma de palavras
Palavras em forma de arte

Que seja

Não um príncipe encantado
Um homem real
Não que seja perfeito
Que seja autêntico
Que não diga coisas
acreditando ser o que se quer ouvir
Que diga o que quiser
Que simplesmente diga
Que seja interessante
Que não abra mão
de ser quel realmente é!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sentimento estranho

Não estou certa se quero rir ou chorar
Coisas boas acontecem
E me fazem lembrar de momentos distantes
Sinto saudades do que não posso mais viver
E falta do que talvez poderia ter vivido
Sentimento de impotência perante o tempo
O tempo não volta
A vida me faz confusa
Eu quero e não quero
Posso mas temo
Temo ousar e errar
Ter e perder
Dúvida constante
Sentimento que não se explica

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Viver

Saber ver beleza nas coisas simples
Transformar tristeza em alegria
Viver sem achar que a vida é cinza
Saber apreciar uma boa música
Saber rir de uma boa piada
E também de outra não tão boa assim
Poder dançar quando os pés doem
Saber sorrir quando se poderia estar chorando
Não mais que viver
Saber que uma hora os títulos se repetem
Mas que a poesia sempre se renova
Saber que no final
A vida é uma grande poesia

Você

Se ela tocar mil vezes
Mil vezes estarei pensando em você
Se eu disser mil palavras
Mil delas serão para você
Nunca mais
Jamais
Deixarei de pensar no quanto,
quanto tudo pode ser diferente
de como era antes
Haja o que houver
Aconteça o que acontecer
Sempre vou me lembrar
Daquele seu sorriso
Daquele seu perfume
Do seu carisma
E da sua voz
Que mais são criações da minha mente
Do que a própria realidade
E no final é mais eu do que você
Mas é você

Ciclo

O fim e o começo
caminham de mãos dadas
Não se sabe onde
se dá o começo
ou onde se encerra o fim
Talvez começo e fim não existam
Penso em recomeço
Recomeço das emoções
Das alegrias e tritezas
Das dúvidas e certezas
Do feio e do belo
Do desprezível e do desejavel
Talvez para rir seja preciso chorar
E o misto de desprazeres e alegrias
É o que nos faz viver