Cansei das pessoas
da hipocrisia
das lamentações
Cansei das escolhas
Cansei das dúvidas
das obrigações
Cansei das mentiras
das falsas amizades
das enrolações
Cansei do mundo
Cansei de tudo
das desilusões
Quem sou eu
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa
sábado, 21 de novembro de 2009
Espero
Tenho o que não quero
Quero o que não tenho
Fico
Procuro
Vivo
Iludo
Construo
Me perco
Volto
Continuo
Espero
Quero o que não tenho
Fico
Procuro
Vivo
Iludo
Construo
Me perco
Volto
Continuo
Espero
Sem saber
Sem saber porque
Sem saber o que
Sem saber nada
Sem lembrar
Sem esquecer
Sem saber
Sem tentar
Só querer
Cada vez mais
Sempre
Sem explicação
Sem saber o que
Sem saber nada
Sem lembrar
Sem esquecer
Sem saber
Sem tentar
Só querer
Cada vez mais
Sempre
Sem explicação
sábado, 3 de outubro de 2009
Umbigo
Não adianta
A sua lágrima será sempre a mais amarga
O seu cansaço será sempre o mais sofrido
O seu umbigo será sempre o mais lindinho
Que morra
E os vermes que degradarão a sua carne
serão os mesmos que degradarão a minha
E a madeira que abrigará seu corpo
será a mesma que abrigará o meu
Mas as lágrimas nas faces daqueles que me amam
não serão as mesmas dos que te amam
Classe extinta
Porque você não se permite amar
Não se permite sentir
Não se permite existir
Existência nula
Presença dispensável
A sua lágrima será sempre a mais amarga
O seu cansaço será sempre o mais sofrido
O seu umbigo será sempre o mais lindinho
Que morra
E os vermes que degradarão a sua carne
serão os mesmos que degradarão a minha
E a madeira que abrigará seu corpo
será a mesma que abrigará o meu
Mas as lágrimas nas faces daqueles que me amam
não serão as mesmas dos que te amam
Classe extinta
Porque você não se permite amar
Não se permite sentir
Não se permite existir
Existência nula
Presença dispensável
domingo, 2 de agosto de 2009
Busca
Talvez seja insegurança
Talvez seja desejo
Talvez seja medo
Talvez seja pressa
Talvez seja ele
Tavelz seja eu
Talvez não seja nada
Seja coisa da minha cabeça
Da nossa cabeça
Do mundo perdido
Criado
Inventado
Florido
Nada dá errado
Mas nem tudo faz sentido
Talvez seja desejo
Talvez seja medo
Talvez seja pressa
Talvez seja ele
Tavelz seja eu
Talvez não seja nada
Seja coisa da minha cabeça
Da nossa cabeça
Do mundo perdido
Criado
Inventado
Florido
Nada dá errado
Mas nem tudo faz sentido
Medo do desconhecido
A respiração parou
O coração também
Foram instantes
que pareciam anos
Dúvidas que nunca haviam existido
Pensamentos que nunca
haviam sido pensados
Sentimento que nunca
haviam sido sentidos
Desejos misturados com relidade
Vontades misturadas com o medo
Era uma crise
Era um desejo
Era uma descoberta
Que gerava medo
Medo do desconhecido
O coração também
Foram instantes
que pareciam anos
Dúvidas que nunca haviam existido
Pensamentos que nunca
haviam sido pensados
Sentimento que nunca
haviam sido sentidos
Desejos misturados com relidade
Vontades misturadas com o medo
Era uma crise
Era um desejo
Era uma descoberta
Que gerava medo
Medo do desconhecido
sábado, 18 de julho de 2009
Satisfação
Último capítulo de um bom livro
Boas músicas em volume elevado
Bons papos ao telefone
Momentos de ócio
Chocolate quente
Caixa de lenços
Lembranças e antecipações
Pensamentos sem sentidos
Um belo filme de romance
Não roer unhas
Estar só
Estar perto
Momento certo
Querer e poder
Saber o porque
Boas músicas em volume elevado
Bons papos ao telefone
Momentos de ócio
Chocolate quente
Caixa de lenços
Lembranças e antecipações
Pensamentos sem sentidos
Um belo filme de romance
Não roer unhas
Estar só
Estar perto
Momento certo
Querer e poder
Saber o porque
Ninguém mais
Ninguém mais se esquece
Ninguém mais lê
Ninguém mais escreve
Ninguém mais vê
Ninguém mais comenta
Ninguém mais conversa
Ninguém mais se lembra
Ninguém mais confessa
Ninguém mais sabe
Ninguém mais lamenta
Ninguém mais quer saber
Ninguém mais quer acordar
Ninguém mais lê
Ninguém mais escreve
Ninguém mais vê
Ninguém mais comenta
Ninguém mais conversa
Ninguém mais se lembra
Ninguém mais confessa
Ninguém mais sabe
Ninguém mais lamenta
Ninguém mais quer saber
Ninguém mais quer acordar
sábado, 16 de maio de 2009
Pé no chão
Pare
Pare e ponha o pé no chão
Esqueça
Esqueça e deixe de fantasiar
Esqueça os mocinhos
Se alie aos banbidos
Não queira entender
Simplesmente viva
Se permita ir embora
Talvez você faça falta
Talvez você descubra que é melhor assim
Pare e ponha o pé no chão
Esqueça
Esqueça e deixe de fantasiar
Esqueça os mocinhos
Se alie aos banbidos
Não queira entender
Simplesmente viva
Se permita ir embora
Talvez você faça falta
Talvez você descubra que é melhor assim
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