Gostaria de estar presente
no momento após a minha morte
Gostaria de confortar os que sofrerem
e amaldiçoar os que tripudiarem
Gostaria de ter uma morte
rápida e imperceptível
Gostaria de morrer
em um dia ensolarado de verão
E que as pessoas fossem ao meu enterro
tomando seus deliciosos sorvetes de casquinha
Gostaria de saber quem se prontificará
a segurar meu caixão
Gostaria de saber as histórias que contarão sobre mim
e também sobre a minha partida
Gostaria que, por ser em um calor escaldante
Servissem sucos de frutas
àqueles que forem me dar o último adeus
Gostaria que ninguém ficasse triste
no momento da minha partida final
Gostaria de morrer no dia do meu nascimento!
Quem sou eu
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Mais um dia
Silêncio
Estou ofegante
Um foco de luz se acende em meus olhos
me cegando
impedindo que eu veja
Soa um sininho lá longe
Ouço vozes distantes
Me sinto perdida
O tempo passa
O som do sininho se intensifica
Ouçio agora o tic-tac do relógio
Vou recuperando os sentidos
Olho ao redor
Reconheço o espaço
Estou no meu quarto
Me dou conta que o despertador está tocando
Hora de acordar...
É isso, vou encarar mais um dia
Estou ofegante
Um foco de luz se acende em meus olhos
me cegando
impedindo que eu veja
Soa um sininho lá longe
Ouço vozes distantes
Me sinto perdida
O tempo passa
O som do sininho se intensifica
Ouçio agora o tic-tac do relógio
Vou recuperando os sentidos
Olho ao redor
Reconheço o espaço
Estou no meu quarto
Me dou conta que o despertador está tocando
Hora de acordar...
É isso, vou encarar mais um dia
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Eu tenho medo
Tenho medo
Medo de concretizar o meu desejo
Medo de que um dia acabe
Medo de não poder ter o que eu preciso
Medo de envelhecer
de engordar,
de morrer
Medo de ninguém mais gostar de mim
Se eu deixar de ser isto
Temo ser apenas um belo sorriso branquinho
Uma barriga retinha
Um cabelo diferente
Medo de que os fragmentos de mim se tranformem no Eu
E que o Eu se reduzida a estes fragmentos
Não sou um belo corpo,
Não sou um belo sorriso
Não sou uma pessoa legal,
Sou apenas Eu
Temo porque não sou uma imagem
Não se apegue a uma imagem
Ela é apenas uma contrução
e não o meu Eu absoluto
Medo de concretizar o meu desejo
Medo de que um dia acabe
Medo de não poder ter o que eu preciso
Medo de envelhecer
de engordar,
de morrer
Medo de ninguém mais gostar de mim
Se eu deixar de ser isto
Temo ser apenas um belo sorriso branquinho
Uma barriga retinha
Um cabelo diferente
Medo de que os fragmentos de mim se tranformem no Eu
E que o Eu se reduzida a estes fragmentos
Não sou um belo corpo,
Não sou um belo sorriso
Não sou uma pessoa legal,
Sou apenas Eu
Temo porque não sou uma imagem
Não se apegue a uma imagem
Ela é apenas uma contrução
e não o meu Eu absoluto
Eu com você
Com você fico sem graça
Riso tolo
Não vejo a hora de ir embora
Arranjo desculpa
Disfarço o olhar,
só quando o seu
vem de encontro ao meu
Mas quando você não percebe
Te olho
Te admiro
De longe
Baixinho
E só você não vê
Mas aí você vê
E eu?
Eu disperso o olhar
Eu finjo que não ligo
Você finge que não vê
Riso tolo
Não vejo a hora de ir embora
Arranjo desculpa
Disfarço o olhar,
só quando o seu
vem de encontro ao meu
Mas quando você não percebe
Te olho
Te admiro
De longe
Baixinho
E só você não vê
Mas aí você vê
E eu?
Eu disperso o olhar
Eu finjo que não ligo
Você finge que não vê
Porquês sem respostas
Por que brincar de pega-pega e não se apegar?
Por que viver prazeres passageiros
quando se é possível viver um prazer contínuo?
Por que conhecer diversos corpos,
diversos toques,
diversos beijos
Se na verdade queremos apenas um alguem,
Alguem que se importe conosco,
viva conosco
e perceba nossa importância
Será que o medo e a insegurança
é que tornam essa busca infinita?
Ou será a exigência e o perfeccionismo?
O que nos impulsiona a querer
o que está fora do nosso alcance?
Ou olhar para alguem que não nos enxerga?
O que faz com que nos acovardemos
em hipotéticas situações de risco?
O que faz com que deixemos passar
talvez, a nossa maior oportunidade?
É, talvez não pudesse ser de outra forma
Até porque a melhor escolha
é aquela que se concretizou
Já que a outra jamais chegou a acontecer
No final continuamos no inacabavel jogo de pega-pega
No vazio,
No nada
E isso se prorroga
Não encontramos respostas
Por que viver prazeres passageiros
quando se é possível viver um prazer contínuo?
Por que conhecer diversos corpos,
diversos toques,
diversos beijos
Se na verdade queremos apenas um alguem,
Alguem que se importe conosco,
viva conosco
e perceba nossa importância
Será que o medo e a insegurança
é que tornam essa busca infinita?
Ou será a exigência e o perfeccionismo?
O que nos impulsiona a querer
o que está fora do nosso alcance?
Ou olhar para alguem que não nos enxerga?
O que faz com que nos acovardemos
em hipotéticas situações de risco?
O que faz com que deixemos passar
talvez, a nossa maior oportunidade?
É, talvez não pudesse ser de outra forma
Até porque a melhor escolha
é aquela que se concretizou
Já que a outra jamais chegou a acontecer
No final continuamos no inacabavel jogo de pega-pega
No vazio,
No nada
E isso se prorroga
Não encontramos respostas
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Dúvidas e confissões
Confesso que quando estamos juntos
não me sinto completa
Mas quando estamos longe
sinto sua falta
Confesso que quando estamos juntos
me faltam as palavras
Mas quando estamos longe
penso em mil coisas para te dizer
Confesso que quando estamos juntos
Não sei se quero te querer
Mas quando estamos longe
Sei que quero alguém, e penso que quero você
Constantemente inconstande
Eu confusa te confundo
E confesso que tenho dúvidas
Muitas dúvidas
Só não sei sobre exatamente o que!
não me sinto completa
Mas quando estamos longe
sinto sua falta
Confesso que quando estamos juntos
me faltam as palavras
Mas quando estamos longe
penso em mil coisas para te dizer
Confesso que quando estamos juntos
Não sei se quero te querer
Mas quando estamos longe
Sei que quero alguém, e penso que quero você
Constantemente inconstande
Eu confusa te confundo
E confesso que tenho dúvidas
Muitas dúvidas
Só não sei sobre exatamente o que!
domingo, 19 de outubro de 2008
Pequena brincadeira com grandes cantores
"Nada melhor do que não fazer nada..."
Discordo Rita,
melhor do que não fazer nada
é fazer com tesão algo que se gosta
"Socorro eu não estou sentindo nada..."
Para mim é diferente Arnaldo,
Peço socorro não por não sentir nada,
mas por sentir aquilo que não quero
Sou incapaz de não sentir,
Não quero outro coração
"...eu sem você não vivo..."
Ah, Djavan,
posso viver sem ele,
mas não posso viver sem mim
"... se você quiser eu largo tudo,
vou para o mundo com você, meu bem..."
Dificilmente eu faria algo assim Vanessa,
Se eu abrisse mão da minha vida por outra pessoa
provavelmente viveria frustrada
concordando ou discordando
eu continuo assim: Japonês em braile
Discordo Rita,
melhor do que não fazer nada
é fazer com tesão algo que se gosta
"Socorro eu não estou sentindo nada..."
Para mim é diferente Arnaldo,
Peço socorro não por não sentir nada,
mas por sentir aquilo que não quero
Sou incapaz de não sentir,
Não quero outro coração
"...eu sem você não vivo..."
Ah, Djavan,
posso viver sem ele,
mas não posso viver sem mim
"... se você quiser eu largo tudo,
vou para o mundo com você, meu bem..."
Dificilmente eu faria algo assim Vanessa,
Se eu abrisse mão da minha vida por outra pessoa
provavelmente viveria frustrada
concordando ou discordando
eu continuo assim: Japonês em braile
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Dia-a-dia
Estou vertendo água pelos poros
Pelos olhos
Eu choro
Num misto de tristeza e alegria
de verdades e incertezas
Estou indo para o trabalho,
Pensando em mil lugares
nos quais eu poderia estar
O dia está quente
Talvez o mais quente do ano
Vivo o desconforto
Para depois me proporcionar o conforto
Sim, a vida é um tanto confusa
O ritmo acelerado rege um movimento repetitivo
Repetitivo,
Repetitivo,
que se repete a cada dia
Fazendo com que o amanhã
seja sempre hoje.
Pelos olhos
Eu choro
Num misto de tristeza e alegria
de verdades e incertezas
Estou indo para o trabalho,
Pensando em mil lugares
nos quais eu poderia estar
O dia está quente
Talvez o mais quente do ano
Vivo o desconforto
Para depois me proporcionar o conforto
Sim, a vida é um tanto confusa
O ritmo acelerado rege um movimento repetitivo
Repetitivo,
Repetitivo,
que se repete a cada dia
Fazendo com que o amanhã
seja sempre hoje.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Verdades
Pois é
É verdade que descobri
que posso ser o que eu quiser
É verdade que eu posso conquistar o céu e a terra
Que posso movimentar montanhas
Que posso escolher sem ser escolhido
Que posso querer sem ser quisto
Que posso ter sem ter colhido
É verdade que eu posso tudo
e ainda querer mais!
É verdade que eu não tenho tudo
Que eu não movo montanhas
Que eu não escolho nada
e me limito ao que me permitem escolher,
O que me permitem ser,
O que me permitem colher
É verdade que diante de tamanha imensidão
eu me encontro perdido e desamparado
É verdade que o tudo vira nada em questão de segundos
E que a vida real se confunde com a fantasia
É verdade que o eu-lírico é diferente do eu mesmo
E que as vezes se confundem e outras se confrontam
É verdade que uma hora a gente perde lugar no mundo
E depois reconquista,
Mas este nunca será o mesmo de antes
A verdade é que nunca se sabe para onde ir
E a auto-limitação nos impede de descobrir
É verdade que descobri
que posso ser o que eu quiser
É verdade que eu posso conquistar o céu e a terra
Que posso movimentar montanhas
Que posso escolher sem ser escolhido
Que posso querer sem ser quisto
Que posso ter sem ter colhido
É verdade que eu posso tudo
e ainda querer mais!
É verdade que eu não tenho tudo
Que eu não movo montanhas
Que eu não escolho nada
e me limito ao que me permitem escolher,
O que me permitem ser,
O que me permitem colher
É verdade que diante de tamanha imensidão
eu me encontro perdido e desamparado
É verdade que o tudo vira nada em questão de segundos
E que a vida real se confunde com a fantasia
É verdade que o eu-lírico é diferente do eu mesmo
E que as vezes se confundem e outras se confrontam
É verdade que uma hora a gente perde lugar no mundo
E depois reconquista,
Mas este nunca será o mesmo de antes
A verdade é que nunca se sabe para onde ir
E a auto-limitação nos impede de descobrir
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Impotência
Querer o que não me compete...
Sentimento de impotência
Existe sentimento pior?
Depender do sentimento do outro
Esperar o sentimento do outro
Isso me torna pequeno
Me torna dependente
Não pela ausencia do outro
Mas pela desvalorização do próprio EU
A necessidade de carinho
A necessidade de amor
É a necessidade de ressaltar
minha própira importância
Ah se dependesse só de mim!
Se dependensse só de mim não poderia acontecer...
Sentimento de impotência
Existe sentimento pior?
Depender do sentimento do outro
Esperar o sentimento do outro
Isso me torna pequeno
Me torna dependente
Não pela ausencia do outro
Mas pela desvalorização do próprio EU
A necessidade de carinho
A necessidade de amor
É a necessidade de ressaltar
minha própira importância
Ah se dependesse só de mim!
Se dependensse só de mim não poderia acontecer...
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