Estou vertendo água pelos poros
Pelos olhos
Eu choro
Num misto de tristeza e alegria
de verdades e incertezas
Estou indo para o trabalho,
Pensando em mil lugares
nos quais eu poderia estar
O dia está quente
Talvez o mais quente do ano
Vivo o desconforto
Para depois me proporcionar o conforto
Sim, a vida é um tanto confusa
O ritmo acelerado rege um movimento repetitivo
Repetitivo,
Repetitivo,
que se repete a cada dia
Fazendo com que o amanhã
seja sempre hoje.
Quem sou eu
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa
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