E se não fosse a poesia
Quem mais eu seriaQuem mais eu poderia ser?
Vivendo num lugar
Que abandona seus filhos
Que incendeia seus pobres
Que desvia seus recursos
E que tenta nos convencer de que tudo é maravilhoso
Se não fosse a poesia preferia ser um tolo,
Um andarilho errante
Poderia ainda ser um louco,
Para tirar de foco o problema do mundo, coloca-los em mim
Ai sim,
Mas eis que há a poesia,
Me faz viver sem enlouquecer
Nesse mundo cruel e desumano
Um completo ignorante
Que não fixa pé
Deixando pra trás todas as balelas que encontrasse pela frente
Um bêbado,
Um vagabundo
Um mentalmente doente
Essa seria uma alternativa,
Essa sim não me abandona
Me faz expressar aquilo que penso, que sinto
Mesmo quando não sei que nome ou que forme tem isso

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