Se o poeta é um fingidor
Ele engana e se engana com as palavras
Nunca com os sentimentos
Talvez ele faça algumas confusões
Talvez ele engane a si próprio
Quando tenta convencer ao outro
Mas mudar o que sente?
Impossível
Até para o mais brilhante fingidor
Que no máximo conseguirá fingir que é dor
Aquela que a tempos o aflige
E poderá fingir que é amor
Aquele que transborda em seu olhar
Pobre poeta, não surpeendre ninguém
Rico poeta, contagia o outro e a si mesmo
Com o conhecido desconhecido.
Quem sou eu
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa
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