Os tempos mudaram
As brigas e disputas pelo poder também
Mas nem tanto
A existência dos povos bárbaros não muda
Se antigamente os povos bárbaros
feriam com pedras e paus os ditos mais fracos
Os bárbaros de hoje ferem com palavras
Se antigamente os povos bárbaros mantinham o poder pela força
Os bárbaros de hoje acreditam que o dinheiro compra tudo
E se os bárbaros de antigamente davam o grito mais alto
para mostrar quem estava no poder
Os bárbaros de hoje perguntam em tom sereno
"você sabe com quem está falando?"
As pessoas deixaram de ser seres humanos
para serem cargos, funções e patentes
Suas qualidades estão na camisa que vestem
Não mais em sua essência
O ser humano perdeu o seu valor
O diferente assusta, às vezes enoja
Torna o outro inferior
Os bárbaros buscam evidenciar e expor
aquilo que lhes parece ruim
Injustiçados querem ocupar o lugar de justiceiros
E se tornam tão bárbaros quanto os que cometeram a injustiça
Rigorosa reciprocidade do crime e da pena
Olho por olho, dente por dente
Barbárie,
Guerra fria que dá medo...
Guerra fria que dá medo!!!
Barbárie.
Quem sou eu
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa
6 comentários:
E pensar que isto é resultado de experiencias recentes, complicado hein...tenso.
Silvio,
e pensar que passamos por isso todos os dias, de todas as formas, por vezes como observadores, por vezes como coadjuvantes, e outras como peças principais, sem ao menos nos darmos conta disso. E pensar que isso foge ao nosso controle, e que muitas vezes nada podemos fazer, ainda que façamos algo.
Sim, TENSO!
você sabe que, depois de tantos acontecimentos e depois de ouvir tantas 'barbáries', 'Educação após Auschwitz' me parece tão utópico e distante! =/
'No Iraque, insurgentes degolam civis e soldados norte-americanos humilham prisioneiros iraquianos em fotos divulgadas pela Internet. Em Madri, terroristas explodiram trens que transportavam trabalhadores numa manhã ao se dirigirem para o trabalho. Em Israel, ônibus lotados de civis são explodidos por homens-bomba. Na Rússia, uma escola é transformada em campo de concentração e matadouro de crianças nos moldes nazistas. Em vários lugares da África, a população é obrigada a morrer de fome, ou pelo facão do grupo rival. No Brasil, moradores de rua, indefesos, são covardemente mortos a pauladas.'
Como já ouvi certa vez: a história da humanidade é a história da barbárie. Mesmo após mais de 60 anos de Auschwitz, eu não sei mais o quão distantes estamos de todo aquele horror!
Isso se chama pobreza... DE ESPÍRITO!!!
Oq mais falta acontecer?
Só decepção! E a tentativa frustrante de manter a esperança viva!
Difícil, mto difícil!
Laís,
"'Educação após Auschwitz' me parece tão utópico e distante! =/"
Disse tudo. Penso que não podemos deixar o sentimento de derrota sobrepor o sentimento de justiça e acabar entrando em um conformismo. Mas, o que devemos fazer???
Alinie,
eu diria que isso se chama má formação, valores pobres transmitidos como lei. Grande força que transmite fraquezas tidas como fortes... Erro cego!
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