Quem sou eu

Minha foto
São Paulo, São Paulo, Brazil
Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Coisas

São coisas sem explicação
Mas com sentido
Poderia ser diferente
Mas é assim
Poderia não existir
Mas existe
Poderia não ter acontecido
Mas então tudo seria diferente
O tempo passa
Tudo continua igual
Talvez seja melhor assim
Um dia se aprende
Coisas que não se entende
Coisas

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vivendo na quarta estação

Princípio no verão
Vivendo agora na quarta estação
O que mudou?
Tudo
O que ficou?
Saudades
Já não sei mais quem somos nós
Na verdade o nós nem se quer existe
Talvez nunca tenha existido
Então me comparo a uma garotinha
Com idéias mirabolantes
Que jamais poderiam ser verdade
O que alimenta essas idéias?
O que alimenta esses sonhos?
Porque acreditar agora,
Se sempre foi certo que não ia acontecer?
Se eu sempre achei que nunca ia encontrar?
Pra que sofrer?
Pra que chorar?
Será que não há nada mais interessante a se fazer?
Eu espero que sim
A quarta estação há de fechar o ciclo
como ele começou
Lindo, proporcionando felicidade!

domingo, 19 de setembro de 2010

Saudades

Está presente nas diversas poesias de amor
Amor pelo amigo
Amor pelo amante
Amor pela vida
Amor pelo desconhecido
Mistura de sentimentos
sentimento de distância,
sentimento de perda,
de impotência por não ter vivido algo que já passou
ou de frustração, por deixar de viver algo bom
Solidão
Sofrimento
Estar à espera de quem partiu
Vontade de ter aquilo que não está aqui, mas está lá
Ou não está
Saudades
Falta de algo, ou de tudo
Daquilo que não se tem presente
Daquilo que se quer, que se quer muito
Se quer e por algum motivo não se pode ter
Saudades, muitas saudades!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Não negação

Não é por acaso
Não é conto de fadas
Não é verdade nem mentira
Não é tudo nem é nada
Não dura para sempre
Não consiste
Não permite
Não vira
Não dura
Não
Não negação
Gosto doce e amargo
Dúvidas e desejos
Buscas e medos
Tudo ou nada
Tudo,
Tudo que estiver ao meu alcance

Estranho

Penso
Insisto
Quero
Falta
Porque?
Nunca esteve aqui
Está sempre presente
Estranho
Mentira seria
Mas é verdade
Saudade
Algo que não se explica
Impaciência
Saudade, saudade
Onde está você agora?

....

Foram quase três meses sem postar..... E serão mais três, quatro, cinco...quem sabe???

sábado, 19 de junho de 2010

Simples poesia

É como uma composição
Que só sai da cabeça
Quando vai pro papel
Não importa onde esteja
Ou sobre o que seja
Ela surge em segundos
Preenchendo as linhas em branco
Com pensamentos e sentimentos do poeta
Que se inspira com alegrias e tristesas
Certezas e dúvidas
Com medos e desejos
E só acaba quando alivia sua tensão
Que não se alivia enquanto não exterioriza
tudo o que tem na mente
Este tudo pode ser muita coisa
Há de depender da fonte de inspiração

Fim da linha

O que acontece quando se acaba com a própria vida?
Que destino é reservado
àquele que não aguentou o fardo,
que não superou os próprios obstáculos.
O que leva uma pessoaa pensar
que o fim é a melhor solução?
Até que ponto a vida pesa
e o ser humano se torna incapaz de sustentá-la?
Como saber quem é ele?
Como saber onde ele está?
Pode ser mais um desaparecido
que saiu para trabalhar
e que nunca voltará para casa
É o fim da linha
Na linha do trem

A vida sem sentido

Um ato de coragem,
Ou covardia?
Um estado depressivo,
Ou mania?
Em um segundo está aqui
Em outro não existe mais
Só uma pessoa pode decidir
E ninguém pode interferir
A morte como escolha
Desgraça
Ruína lograda pela própria vontade
Desistência,
Tudo ou nada
Nada!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Você na cabeça

Não creio que aconteça
Não creio que exista
Não creio que dure
Se você não quiser
Não, não creio!
Mas quero
Sabe o que sou
Sabe o que espero
Sabe o que quero
Se sabe!
Vivo o que gosto
Vivo o que tenho
Vivo o que quero
Se vivo!
Você na cabeça

Aquele segundo já passou faz tempo

É,
nunca se sabe o que irá acontecer
Aquele segundo já passou faz tempo
E depois dele muita coisa mudou
Mas na verdade tudo continua igual
Sempre,
Nada muda nunca
E o que parece estar ao nosso alcance
Está cada vez mais distante
Ou não, talvez esteja perto
Quem poderá saber?
Quem poderá dizer?
Não sei
A verdade é que ninguém pode estar no controle
Ninguém pode estar no controle,
ainda que pense que o poder é seu

domingo, 23 de maio de 2010

Versos

Quando o sentimento não cabe no peito
A gente põe no papel
Mas o sentimento é mutante
Muda a todo instante
E amanhã pode não mais existir
Ou pode não ser mais o mesmo
Sentimentos influenciam as emoções
E emoções influenciam os sentimentos
O que é lido é o que está escrito
O que está escrito é o que foi pensado
O que foi pensado é o que foi sentido
O passo-a-passo é um ciclo
Sem se conhecer o começo, meio ou fim
E quando tudo transborda
Vira versos

Pra você II

Inteligente,
Interessante,
Interessado,
Intenso,
Existe mas não consiste
Conciso,
Preciso,
Sorriso,
Paraíso,
Misto de mentira e verdade
Homem menino
Menino homem
Que só poderia encantar
O risco, porém, continua o mesmo
Talvez mais intenso
Se antes o poeta dizia viva,
Talvez ele ache agora
Que viver possa ser perigoso
Talvez ele seja um medroso
Talvez cauteloso
Talvez ele queira respostas que não existem
Ou seja, saber no que vai dar

sábado, 1 de maio de 2010

A poesia

É dúvida,
É insegurança,
É desabafo
É alegria
É medo
É representação
É disfarce
É apoio
É desabafo
É puro sentimento
Junta-se tudo em uma coisa só

Seja como for

Não saber
Tanto faz
Seja o que for
Seja como for
Seja o que seja
Talvez mentira
Talvez insegurança
Talvez ansiedade
Talvez não
A história que não é história
Mentiras e verdade
Depende de como se vê
Vazio
Espaço
Medo
Medo do que não se pode controlar

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pra você

Estamos correndo um grande risco
Pior,
Estamos procurando por isso
E por quê?
Para quê?
Talvez para fugir de alguns medos e anseios próprios
Talvez para quebrar regras
Talvez para fugir do lugar comum e experimentar algo novo
Ou simplesmente por termos interesses e idéias complementares
Talvez sejamos dispostos que se atraem
Dispostos e distantes, mas muito próximos
Distantes considerando o espaço físico
Próximos porque acreditamos saber o que queremos
Próximos também por queremos conquistar o mundo
Próximos ainda por sabermos que será difícil, mas não desanimarmos
Já dizia um sábio italiano-mineiro
O fim dessa estória só o tempo irá dizer
Mas até chegar ao fim há muito a se viver
Vivamos!

domingo, 4 de abril de 2010

Sei lá

Confuso
Com medo
Ansioso
Que chegue logo
Que não chegue nunca
O que se quer?
O que se deseja?
Se não quisesse tudo seria mais fácil
O que é idealizado é mágico e lindo!
Mas até quando?
De um lado o querer,
do outro o se esconder atrás do medo
Talvez se escondendo atrás do impossível
Talvez eu fugindo do próprio eu
Talvez tudo seja simples...
Sei lá!
Talvez nada mude,
Talvez nada possa acontecer!

domingo, 28 de março de 2010

Barbárie

Os tempos mudaram
As brigas e disputas pelo poder também
Mas nem tanto
A existência dos povos bárbaros não muda
Se antigamente os povos bárbaros
feriam com pedras e paus os ditos mais fracos
Os bárbaros de hoje ferem com palavras
Se antigamente os povos bárbaros mantinham o poder pela força
Os bárbaros de hoje acreditam que o dinheiro compra tudo
E se os bárbaros de antigamente davam o grito mais alto
para mostrar quem estava no poder
Os bárbaros de hoje perguntam em tom sereno
"você sabe com quem está falando?"
As pessoas deixaram de ser seres humanos
para serem cargos, funções e patentes
Suas qualidades estão na camisa que vestem
Não mais em sua essência
O ser humano perdeu o seu valor
O diferente assusta, às vezes enoja
Torna o outro inferior
Os bárbaros buscam evidenciar e expor
aquilo que lhes parece ruim
Injustiçados querem ocupar o lugar de justiceiros
E se tornam tão bárbaros quanto os que cometeram a injustiça
Rigorosa reciprocidade do crime e da pena
Olho por olho, dente por dente
Barbárie,
Guerra fria que dá medo...
Guerra fria que dá medo!!!
Barbárie.

sábado, 20 de março de 2010

Inspiração

Fonte de inspiração das minhas poesias secretas
Às vezes publicadas
Às vezes não lidas
Às vezes rasgadas
Às vezes escondidas
Meu "calcanhar de Aquiles"
E nem sabe
Talvez saiba, finje que não
O melhor é não saber
O não saber é que torna possível a inspiração,
ou não
Mas que permaneça no plano das idéias

Só se for assim

Se for assim, sim
Se não, não quero
Que seja feliz
E perceba a grandesa das coisa simples
Que seja sincero
E possa dizer que eu errei denovo
Que seja romantico
Mas que não se perca em ações piegas
Que me surpreenda
Mas que não me assuste
Que acredite nos meus ideais
Mas que seja capaz de construir os seus próprios
Que se for assim, sim
Mas se não for, não quero

segunda-feira, 8 de março de 2010

Fantaisas de um louco são

Viver a loucura às vezes é preciso
A realidade crua muitas vezes é cruel
Talvez essa loucura não seja tão louca assim
Onde estão as barreiras?
Onde estão os limites?
Qual o limite entre a fantasia e a realidade?
Quem determinou o que é verdade?
O homem!
Mas quem disse que ele estava certo?
Porque devemos acreditar?
Um dia alguém me disse que lutou com Hitler
Que derrubou barreiras
Que lutou com leões ferozes
E que venceu
Mentira?
Todos temos nossa própria verdade
E isso é o que nos torna sãos

Conto de fadas

O que é você?
Veio a serviço de que?
Já conseguiu me confundir
Para que idealizar uma história impossível?
Mas ninguém disse que essa história existia
Para que brincar com algo que não vai acontecer?
Mas talvez aconteça, o impossível é conceitual
Para que insistir em algo que não se quer?
Mas talvez se queira, só que ainda não tenha chegado a hora
Viver sem planejar?
Não consigo
Idealizar uma história, para que?
Mesmo sem ela vivo
As histórias se confundem
Fico alheia a elas
Quem saiba um dia, uma delas
tenha um final feliz!

sábado, 6 de março de 2010

Improvável

Sentimento, a gente sente
Pensamento, a gente pensa
Não se controla
Se vive
Parar para pensar
É analisar o que outrora foi pensado
Parar de sentir, impossível
É tentar impedir nascer o que já foi plantado
Acertar e errar é quese a mesma coisa
Vista por lados opostos
O fim muitas vezes é um começo
E o começo se confunde com o fim
Não somos donos de nossa própria vida
Não somos donos de qualquer verdade
Porque qualquer verdade
logo pode se tornar mentira
Nada é por acaso
E se é improvável
não quer dizer que não vá acontecer!

Dilema

Todos falam que eu mudei
Mas não sei se é verdade
Sim, eu sei que é verdade
Mas quem será que eu era antes?
Nem o que me fez mudar
O que me fez mudar?
O que me fez mudar, eu sei
A hora chega
A gente crsce
Mas existe hora certa?
Não sei
Não sei quem eu era antes
Não sei quem sou agora
Demora para entender
Talvez eu nunca saiba
Mas saber para que?
Que diferença faz?
A gente continua vivendo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ano Novo

Mais um ano
Quantos mais?
Impossível dizer
Será o começo?
Será o meio?
Será o fim?
Não sei o que dizer
Não sei o que viver
Não se sabe quanto tempo resta
Mas se sabe que a vida presta
E viver é a melhor opção
Mesmo com essa ditadura
Com tanta injustiça
Pois vivendo
ainda se pode tentar mudar o mundo
E que este seja mais um de muitos!

Surpreendente

Eu poderia imaginar?
Jamais
Surpreendente
Inesperado
Inexplicável
Mas bom
Ao menos interessante
Intrigante
Divertido
Curioso

Sua verdade

Tem medo de mim
Medo de optar pelo duvidoso
E ficar sem o certo
Medo de arriscar
De perder tudo
Medo de ficar sozinho
Sem saber o que fazer
Medo de não ter quem cuide de você
Medo do abandono
Mas você não precisa desse tipo de cuidado
É capaz de viver só
Não precisa de muletas
Pode se amaparar pelas próprias pernas
Pode brilhar
Ser capaz de produzir seu próprio brilho
Viva mim
Viva você
Viva ele
Viva ela
Viva você sem medo de nós

Particular

As vezes me sinto sozinho
Tão triste
Então eu choro
Choro por qualquer coisa
E então percebo
Nem sei porque estou chorando
A dificuldade da mocinha,
A fuga do bandido,
E até o final feliz
Tudo
Tudo é motivo
Até parece o fim
Mas é só mais um dia