Quem sou eu

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa

sábado, 20 de dezembro de 2008

Sem sentido

Frigorífico, casa de carne
Eu arrastaria um bonde
para ver a sua cara de babaca
Um coração apaixonado fica burro
Esquece as palavras
As obrigações
Esquece que depois do calor
vem a ressaca,
Que deixa o homem em prantos

E daí que as coisas não fazem sentido?
Nem a vida faz
Invertem-se os lados
A mentira vira verdade
O bem e o mal caminham de mãos dadas
Nada mais parece real
Afinal, o que é realidade?

A alma desconhece a carne
que desconhece a alma
Mas ambas formam o corpo
De repente é amor
Tavez seja loucura
Ou necessidade

E daí?
Que diferença faz?
O que vale mesmo é a felicidade
Os encontros
As despedidas
Os dias juntos

Nada importa
Não importa como
Não importa porque
Nada mesmo faz sentido
Nem os versos que aqui escrevo

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