Quem sou eu

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa

domingo, 2 de agosto de 2009

Busca

Talvez seja insegurança
Talvez seja desejo
Talvez seja medo
Talvez seja pressa
Talvez seja ele
Tavelz seja eu
Talvez não seja nada
Seja coisa da minha cabeça
Da nossa cabeça
Do mundo perdido
Criado
Inventado
Florido
Nada dá errado
Mas nem tudo faz sentido

Medo do desconhecido

A respiração parou
O coração também
Foram instantes
que pareciam anos
Dúvidas que nunca haviam existido
Pensamentos que nunca
haviam sido pensados
Sentimento que nunca
haviam sido sentidos
Desejos misturados com relidade
Vontades misturadas com o medo
Era uma crise
Era um desejo
Era uma descoberta
Que gerava medo
Medo do desconhecido

sábado, 18 de julho de 2009

Satisfação

Último capítulo de um bom livro
Boas músicas em volume elevado
Bons papos ao telefone
Momentos de ócio
Chocolate quente
Caixa de lenços
Lembranças e antecipações
Pensamentos sem sentidos
Um belo filme de romance
Não roer unhas
Estar só
Estar perto
Momento certo
Querer e poder
Saber o porque

Ninguém mais

Ninguém mais se esquece
Ninguém mais lê
Ninguém mais escreve
Ninguém mais vê
Ninguém mais comenta
Ninguém mais conversa
Ninguém mais se lembra
Ninguém mais confessa
Ninguém mais sabe
Ninguém mais lamenta
Ninguém mais quer saber
Ninguém mais quer acordar

sábado, 16 de maio de 2009

Pé no chão

Pare
Pare e ponha o pé no chão
Esqueça
Esqueça e deixe de fantasiar
Esqueça os mocinhos
Se alie aos banbidos
Não queira entender
Simplesmente viva
Se permita ir embora
Talvez você faça falta
Talvez você descubra que é melhor assim

domingo, 5 de abril de 2009

Não quero saber

Ultima vez
Não
Nunca
Estou totalmente certa
Tudo faz sentido
Para mim, sim
Para você, talvez
Não importa
Fim e começo
Ponto de vista
Interesse
Necessidade
Não quero saber
Quero dormir
E só acordar no fim

Coisa sem sentido

Será que foi um sonho?
É como se não fosse você
Eu não era capaz de reconhecer
Era como uma projeção
Era como algo mau
Mau que poderia ser bom
Mau-mau
Bom-bom
duas coisas em uma só
Coisa sem sentido
Incapaz de ser compreendida
Não dita, pensada
Não dita, cospida
Não dita, idealizada
Não dita, querida
Não explicar, viver

sábado, 7 de março de 2009

Mundo paralelo

É como se eu vivesse num circo
Mundo de fantasias
De meias verdades
De risos constantes
De atores e atrizes
De momentos de felicidade
e ansiedade
De momentos obscuros
De histórias criadas
Inventadas
Mundo paralelo
É bom poder viver
Melhor ainda
é viver algo de verdade

Alinie

Meiga e turrona
Menina e mulher
Corajosa e tímida
Teimosa
Teimosa
e teimosa
Única
Amiga
Amada
Sempre

Laís

Amiga filha e mãe
Ser maravilhoso
Ser fundamental
Ser
Como viver sem?
Sem suas broncas e conselhos
Sem seu carinho e atenção
Sem sua alegria
Sem suas gafes
Sem suas falhas de memória
Sem
Sem possibilidades!