Quem sou eu

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vivendo na quarta estação

Princípio no verão
Vivendo agora na quarta estação
O que mudou?
Tudo
O que ficou?
Saudades
Já não sei mais quem somos nós
Na verdade o nós nem se quer existe
Talvez nunca tenha existido
Então me comparo a uma garotinha
Com idéias mirabolantes
Que jamais poderiam ser verdade
O que alimenta essas idéias?
O que alimenta esses sonhos?
Porque acreditar agora,
Se sempre foi certo que não ia acontecer?
Se eu sempre achei que nunca ia encontrar?
Pra que sofrer?
Pra que chorar?
Será que não há nada mais interessante a se fazer?
Eu espero que sim
A quarta estação há de fechar o ciclo
como ele começou
Lindo, proporcionando felicidade!

domingo, 19 de setembro de 2010

Saudades

Está presente nas diversas poesias de amor
Amor pelo amigo
Amor pelo amante
Amor pela vida
Amor pelo desconhecido
Mistura de sentimentos
sentimento de distância,
sentimento de perda,
de impotência por não ter vivido algo que já passou
ou de frustração, por deixar de viver algo bom
Solidão
Sofrimento
Estar à espera de quem partiu
Vontade de ter aquilo que não está aqui, mas está lá
Ou não está
Saudades
Falta de algo, ou de tudo
Daquilo que não se tem presente
Daquilo que se quer, que se quer muito
Se quer e por algum motivo não se pode ter
Saudades, muitas saudades!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Não negação

Não é por acaso
Não é conto de fadas
Não é verdade nem mentira
Não é tudo nem é nada
Não dura para sempre
Não consiste
Não permite
Não vira
Não dura
Não
Não negação
Gosto doce e amargo
Dúvidas e desejos
Buscas e medos
Tudo ou nada
Tudo,
Tudo que estiver ao meu alcance

Estranho

Penso
Insisto
Quero
Falta
Porque?
Nunca esteve aqui
Está sempre presente
Estranho
Mentira seria
Mas é verdade
Saudade
Algo que não se explica
Impaciência
Saudade, saudade
Onde está você agora?

....

Foram quase três meses sem postar..... E serão mais três, quatro, cinco...quem sabe???

sábado, 19 de junho de 2010

Simples poesia

É como uma composição
Que só sai da cabeça
Quando vai pro papel
Não importa onde esteja
Ou sobre o que seja
Ela surge em segundos
Preenchendo as linhas em branco
Com pensamentos e sentimentos do poeta
Que se inspira com alegrias e tristesas
Certezas e dúvidas
Com medos e desejos
E só acaba quando alivia sua tensão
Que não se alivia enquanto não exterioriza
tudo o que tem na mente
Este tudo pode ser muita coisa
Há de depender da fonte de inspiração

Fim da linha

O que acontece quando se acaba com a própria vida?
Que destino é reservado
àquele que não aguentou o fardo,
que não superou os próprios obstáculos.
O que leva uma pessoaa pensar
que o fim é a melhor solução?
Até que ponto a vida pesa
e o ser humano se torna incapaz de sustentá-la?
Como saber quem é ele?
Como saber onde ele está?
Pode ser mais um desaparecido
que saiu para trabalhar
e que nunca voltará para casa
É o fim da linha
Na linha do trem

A vida sem sentido

Um ato de coragem,
Ou covardia?
Um estado depressivo,
Ou mania?
Em um segundo está aqui
Em outro não existe mais
Só uma pessoa pode decidir
E ninguém pode interferir
A morte como escolha
Desgraça
Ruína lograda pela própria vontade
Desistência,
Tudo ou nada
Nada!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Você na cabeça

Não creio que aconteça
Não creio que exista
Não creio que dure
Se você não quiser
Não, não creio!
Mas quero
Sabe o que sou
Sabe o que espero
Sabe o que quero
Se sabe!
Vivo o que gosto
Vivo o que tenho
Vivo o que quero
Se vivo!
Você na cabeça

Aquele segundo já passou faz tempo

É,
nunca se sabe o que irá acontecer
Aquele segundo já passou faz tempo
E depois dele muita coisa mudou
Mas na verdade tudo continua igual
Sempre,
Nada muda nunca
E o que parece estar ao nosso alcance
Está cada vez mais distante
Ou não, talvez esteja perto
Quem poderá saber?
Quem poderá dizer?
Não sei
A verdade é que ninguém pode estar no controle
Ninguém pode estar no controle,
ainda que pense que o poder é seu