Quem sou eu

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa

sábado, 20 de março de 2010

Inspiração

Fonte de inspiração das minhas poesias secretas
Às vezes publicadas
Às vezes não lidas
Às vezes rasgadas
Às vezes escondidas
Meu "calcanhar de Aquiles"
E nem sabe
Talvez saiba, finje que não
O melhor é não saber
O não saber é que torna possível a inspiração,
ou não
Mas que permaneça no plano das idéias

Só se for assim

Se for assim, sim
Se não, não quero
Que seja feliz
E perceba a grandesa das coisa simples
Que seja sincero
E possa dizer que eu errei denovo
Que seja romantico
Mas que não se perca em ações piegas
Que me surpreenda
Mas que não me assuste
Que acredite nos meus ideais
Mas que seja capaz de construir os seus próprios
Que se for assim, sim
Mas se não for, não quero

segunda-feira, 8 de março de 2010

Fantaisas de um louco são

Viver a loucura às vezes é preciso
A realidade crua muitas vezes é cruel
Talvez essa loucura não seja tão louca assim
Onde estão as barreiras?
Onde estão os limites?
Qual o limite entre a fantasia e a realidade?
Quem determinou o que é verdade?
O homem!
Mas quem disse que ele estava certo?
Porque devemos acreditar?
Um dia alguém me disse que lutou com Hitler
Que derrubou barreiras
Que lutou com leões ferozes
E que venceu
Mentira?
Todos temos nossa própria verdade
E isso é o que nos torna sãos

Conto de fadas

O que é você?
Veio a serviço de que?
Já conseguiu me confundir
Para que idealizar uma história impossível?
Mas ninguém disse que essa história existia
Para que brincar com algo que não vai acontecer?
Mas talvez aconteça, o impossível é conceitual
Para que insistir em algo que não se quer?
Mas talvez se queira, só que ainda não tenha chegado a hora
Viver sem planejar?
Não consigo
Idealizar uma história, para que?
Mesmo sem ela vivo
As histórias se confundem
Fico alheia a elas
Quem saiba um dia, uma delas
tenha um final feliz!

sábado, 6 de março de 2010

Improvável

Sentimento, a gente sente
Pensamento, a gente pensa
Não se controla
Se vive
Parar para pensar
É analisar o que outrora foi pensado
Parar de sentir, impossível
É tentar impedir nascer o que já foi plantado
Acertar e errar é quese a mesma coisa
Vista por lados opostos
O fim muitas vezes é um começo
E o começo se confunde com o fim
Não somos donos de nossa própria vida
Não somos donos de qualquer verdade
Porque qualquer verdade
logo pode se tornar mentira
Nada é por acaso
E se é improvável
não quer dizer que não vá acontecer!

Dilema

Todos falam que eu mudei
Mas não sei se é verdade
Sim, eu sei que é verdade
Mas quem será que eu era antes?
Nem o que me fez mudar
O que me fez mudar?
O que me fez mudar, eu sei
A hora chega
A gente crsce
Mas existe hora certa?
Não sei
Não sei quem eu era antes
Não sei quem sou agora
Demora para entender
Talvez eu nunca saiba
Mas saber para que?
Que diferença faz?
A gente continua vivendo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ano Novo

Mais um ano
Quantos mais?
Impossível dizer
Será o começo?
Será o meio?
Será o fim?
Não sei o que dizer
Não sei o que viver
Não se sabe quanto tempo resta
Mas se sabe que a vida presta
E viver é a melhor opção
Mesmo com essa ditadura
Com tanta injustiça
Pois vivendo
ainda se pode tentar mudar o mundo
E que este seja mais um de muitos!

Surpreendente

Eu poderia imaginar?
Jamais
Surpreendente
Inesperado
Inexplicável
Mas bom
Ao menos interessante
Intrigante
Divertido
Curioso

Sua verdade

Tem medo de mim
Medo de optar pelo duvidoso
E ficar sem o certo
Medo de arriscar
De perder tudo
Medo de ficar sozinho
Sem saber o que fazer
Medo de não ter quem cuide de você
Medo do abandono
Mas você não precisa desse tipo de cuidado
É capaz de viver só
Não precisa de muletas
Pode se amaparar pelas próprias pernas
Pode brilhar
Ser capaz de produzir seu próprio brilho
Viva mim
Viva você
Viva ele
Viva ela
Viva você sem medo de nós

Particular

As vezes me sinto sozinho
Tão triste
Então eu choro
Choro por qualquer coisa
E então percebo
Nem sei porque estou chorando
A dificuldade da mocinha,
A fuga do bandido,
E até o final feliz
Tudo
Tudo é motivo
Até parece o fim
Mas é só mais um dia