Quem sou eu

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Bobagens

Bobagem minha querer fantasiar
Algo que talvez seja banal

Bobagem minha encarar como fantástico
Algo que talvez seja corriqueiro

Bobagem minha fazer da realidade um conto de fadas

Bobagem minha querer remediar o irremediável

Bobagem minha acreditar nas pessoas
Que não acreditam em si próprias

Bobagem minha viver o romantismo adolescente,
acreditando que o mundo tem solução
Quando o próprio mundo vira as costas
para solucionar os seus problemas

Bobagem, são só bobagens
Mas poderia ser diferente 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Verdades

E a vida é uma caixinha de surpresas
As vezes um recorte se mostra verdade absoluta
As vezes a verdade se esconde e ninguém consegue encontrá-la
Mas afinal, o que é mentira e o que é verdade?
O que é certo, o que é errado?
Quem é que define?
Num jogo de egos
a verdade se define naquilo que se tem vontade
E então verdade de verdade não existe
Que facilmente muda,
E outras horas resiste
E aí existe,
Mas não persiste
Então deixa de existir 

domingo, 14 de outubro de 2012

Aquele eu ou você

Aquele que não sai mais na rua
Para checar se está frio ou calor
Aquele que vê uma criança dormindo no chão
Mas é incapaz de sentir compaixão
Aquele que justifica a desigualdade e injustiça
sofrida por muitos
Com palavras moralistas, ou frases de efeito
Aquele
Aquele que desconhece seus próprios medos
Aquele que desconhece seus próprios sentimentos
Como se demonstrar afeto
fosse uma demonstração de fraqueza
Como se a rigidez fosse o comportamento a ser seguido
Aquele distante, cada vez mais presente
Cada vez mais existente
Aquele
Aquele eu ou você

sábado, 13 de outubro de 2012

Instante

Só por um instante
Perto ou distante
Aqui, agora eu digo
E sigo,
Aquilo que já sei, que sinto
Que quero, preciso
É isso,
Será
Só por um instante
Seguindo a diante
E decido
Que o momento é agora
Ou talvez, nunca mais