Quem sou eu

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Eu sou daquele tipo diferente de romântica que ama ler e escrever poesias, mas tem questões quanto a receber flores!!! Vivo estranhas contradições cotidianas. "Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha,nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens,incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço." Fernando Pessoa

sábado, 19 de junho de 2010

Simples poesia

É como uma composição
Que só sai da cabeça
Quando vai pro papel
Não importa onde esteja
Ou sobre o que seja
Ela surge em segundos
Preenchendo as linhas em branco
Com pensamentos e sentimentos do poeta
Que se inspira com alegrias e tristesas
Certezas e dúvidas
Com medos e desejos
E só acaba quando alivia sua tensão
Que não se alivia enquanto não exterioriza
tudo o que tem na mente
Este tudo pode ser muita coisa
Há de depender da fonte de inspiração

Fim da linha

O que acontece quando se acaba com a própria vida?
Que destino é reservado
àquele que não aguentou o fardo,
que não superou os próprios obstáculos.
O que leva uma pessoaa pensar
que o fim é a melhor solução?
Até que ponto a vida pesa
e o ser humano se torna incapaz de sustentá-la?
Como saber quem é ele?
Como saber onde ele está?
Pode ser mais um desaparecido
que saiu para trabalhar
e que nunca voltará para casa
É o fim da linha
Na linha do trem

A vida sem sentido

Um ato de coragem,
Ou covardia?
Um estado depressivo,
Ou mania?
Em um segundo está aqui
Em outro não existe mais
Só uma pessoa pode decidir
E ninguém pode interferir
A morte como escolha
Desgraça
Ruína lograda pela própria vontade
Desistência,
Tudo ou nada
Nada!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Você na cabeça

Não creio que aconteça
Não creio que exista
Não creio que dure
Se você não quiser
Não, não creio!
Mas quero
Sabe o que sou
Sabe o que espero
Sabe o que quero
Se sabe!
Vivo o que gosto
Vivo o que tenho
Vivo o que quero
Se vivo!
Você na cabeça

Aquele segundo já passou faz tempo

É,
nunca se sabe o que irá acontecer
Aquele segundo já passou faz tempo
E depois dele muita coisa mudou
Mas na verdade tudo continua igual
Sempre,
Nada muda nunca
E o que parece estar ao nosso alcance
Está cada vez mais distante
Ou não, talvez esteja perto
Quem poderá saber?
Quem poderá dizer?
Não sei
A verdade é que ninguém pode estar no controle
Ninguém pode estar no controle,
ainda que pense que o poder é seu